© 2019. Centro de Memória da Imigração da Ilha das Flores.

Faculdade de Formação de Professores - UERJ/FFP

Rua Dr. Francisco Portela, 1470. Patronato. São Gonçalo-RJ

Sala 304D

  • Facebook - Círculo Branco

Realização:

Logo FFP

Apoio:

cnpq-logo_edited_edited.png
A Hospedaria de Imigrantes da Ilha das Flores

No início do século XIX, a Ilha das Flores pertencia a Delfina Felicidade do Nascimento Flores e acredita-se que esse nome decorra dessa proprietária, pois o local era conhecido como a “ilha da D. Flores”. Essa referência também está presente em documentos da década de 1840, onde é possível encontrar referências a Ilha das Flores, que também incluía as ilhas do Ananás e do Engenho.

Em 1834, a ilha se tornou patrimônio da província do Rio de Janeiro.

Em 1857, foi vendida para o senador José Ignácio Silveira da Motta ao valor de 4 contos e 700 mil réis. Ali eram desenvolvidos experimentos de piscicultura, algo avaliado de maneira positiva pela Comissão do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura, vinculada ao Ministério da Agricultura, devido à necessidade de alimentos na Corte e na cidade de Niterói.

A transformação da Ilha das Flores em hospedaria de imigrantes resultou de negociações entre o senador Silveira da Motta e o governo imperial brasileiro, após visitas da Inspetoria Geral de Terras e Colonização, órgão subordinado ao Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas. A inspetoria era responsável pela fiscalização e serviços relacionados à imigração e colonização. As negociações começaram em 1878 e foram concluídas em 1883, quando então é criada a Hospedaria de Imigrantes da Ilha das Flores.

A localização geográfica da Ilha das Flores era considerada duplamente favorável, pois seu isolamento tornaria dispensável a passagem dos navios e vapores pelo Porto do Rio de Janeiro, considerado à época um foco de epidemias. Ao mesmo tempo, sua localização na Baía de Guanabara era próxima tanto da Corte quanto de Niterói, o que facilitaria o deslocamento.

Nela eram oferecidos serviços de hospedagem, transporte e acesso a terras dos imigrantes que se deslocavam para o Brasil para substituir a mão de obra escrava africana na produção cafeeira, além de alimentação e ensino de português.

Além de hospedaria de imigrantes, a Ilha das Flores também funcionou como espaço prisional e espaço de recepção e acolhimento de migrantes internos que se deslocavam, sobretudo do Nordeste, por conta dos períodos de seca.

Atualmente a Ilha das Flores abriga a Tropa de Reforço dos Fuzileiros Navais, com seus respectivos Batalhões, além do Museu da Imigração da Ilha das Flores em um dos prédios históricos da hospedaria.