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Histórico

O Centro de Memória da Imigração da Ilha das Flores (CMIIF) é um grupo de pesquisa criado em 2010, com o objetivo inicial de pesquisar sobre a história da Hospedaria de Imigrantes da Ilha das Flores. Ao longo do tempo, o grupo de pesquisa incorporou em seu campo de análise historiográfica a temática dos deslocamentos migratórios, internacionais e nacionais, do século XIX ao XXI, com ênfase nos dispositivos de recepção e acolhimento de (i)migrantes no Brasil.

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As produções do grupo são publicizadas através de artigos acadêmicos, exposições e palestras. Para acessar as publicações, clique aqui. No laboratório de pesquisa, localizado na FFP/UERJ, estão disponibilizados documentos oficiais, entrevistas com imigrantes e seus descendentes, fotografias, documentários, mapas, reportagens da imprensa, entre outros materiais de memória. Para conhecer o acervo, clique aqui.

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Para além das pesquisas desenvolvidas, o Centro de Memória da Imigração da Ilha das Flores é responsável pela parte acadêmica do Museu da Imigração da Ilha das Flores, localizado em São Gonçalo, incluindo o treinamento para mediação guiada no Museu, que é realizada por estudantes de História da UERJ e por fuzileiros navais.

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Em 2011, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) firmou convênio com a Marinha do Brasil para a criação do Museu da Imigração da Ilha das Flores, uma vez que a Ilha das Flores atualmente é base da Tropa de Reforços dos Fuzileiros Navais.

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Em 2012, foi inaugurado o Circuito a Céu Aberto, roteiro museológico composto por cinco totens e através do qual os visitantes podem conhecer mais sobre o patrimônio histórico e cultural da antiga Hospedaria de Imigrantes que funcionou na Ilha das Flores entre os anos de 1883 a 1966.

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Em 2016, a Ilha das Flores ganhou mais um espaço expositivo: a Casa do Intérprete, composto pela exposição de longa duração “Emigrar, migrar, imigrar” e pelas salas “Experiências (I)migratórias” e “História da Hospedaria”. A equipe de curadoria reuniu profissionais das Ciências Humanas de diversas universidades, como UERJ, PUC-Rio, UFRRJ e Estácio de Sá. A inauguração desta exposição também marcou a criação do Museu da Imigração da Ilha das Flores, aberto ao público de terça a domingo. Para saber mais sobre a visitação ao Museu, clique aqui.

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O Centro de Memória também é responsável pela curadoria dos eventos Semana de Museus (maio) e Primavera de Museus (setembro), realizados anualmente, e de exposições de curta duração, como "Hospedarias de Imigrantes na América do Sul" (2013), e exposições itinerantes "Os moradores, suas fotos, suas memórias" (2015), "A presença imigrante em São Gonçalo" (2017), "Hospedaria na imprensa" (2019). Para saber mais sobre as exposições, clique aqui.

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Parcerias entre o Centro de Memória e os Museus da Imigração

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Em 2013, surgiu a ideia de constituir uma rede de museus de imigração, com a organização do I Seminário Internacional Hospedaria de Imigrantes, realizado na Ilha das Flores. O encontro reuniu pesquisadores e estudiosos da temática da imigração e contou com mesas compostas por representantes do Museo de Inmigrantes de Buenos Aires, Museu da Imigração do Estado de São Paulo, Centro de Memória da Imigração da Ilha das Flores, entre outros. Os resultados dos trabalhos foram apresentados por meio de comunicações orais e da exposição Hospedarias de Imigrantes na América do Sul, inaugurada no mesmo ano.

 

Em 2015, após a assinatura de um protocolo de cooperação entre o Ellis Island Immigration Museum e o Centro de Memória da Imigração da Ilha das Flores, a rede de museus da imigração começou a ganhar forma. O protocolo de cooperação incluiu o Museu da Imigração da Ilha das Flores no circuito mundial de museus destinados à imigração, além de promover a troca de conhecimento, de trabalhos e pesquisas na área acadêmica. Um dos resultados dessa parceria foi a realização da palestra “Imigração: os dramas históricos e atuais da recepção, a experiência do Museu de Ellis Island (EUA)”, com participação de Diana Pardue, na UERJ/Maracanã. 

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A parceria entre os museus de imigração também inclui visitas técnicas. Em 2017, a equipe do Centro de Memória visitou o Museu da Imigração do Estado de São Paulo, a fim de trocar expertise e pensar novas possibilidades para o Museu da Imigração da Ilha das Flores. No mesmo ano, pesquisadores do Centro de Memória apresentaram trabalhos no seminário Heritages of Migration: Moving Stories, Objects and Home, realizado no Museo de la Inmigración de Buenos Aires. Tais eventos possibilitaram a articulação da rede de museus de imigração das Américas e têm impulsionado pesquisas sobre os sistemas de recepção de imigrantes.

 

A partir dos contatos estabelecidos com o Canadian Museum of Immigration, em novembro de 2017, recebemos na UERJ/FFP a Dra. Rosana Barbosa, professora do Departamento de História da Saint Mary’s University, para realização da palestra “Brasil e Canadá no contexto da Imigração nas Américas”. Em abril de 2018, recebemos na Ilha das Flores a diretora técnica do Museu da Imigração do Estado de São Paulo, Mariana Esteves Martins, para compartilhar conosco sua experiência na elaboração da exposição “Hospedaria 130”.

 

Atualmente, a rede de Museus da Imigração é composta pelo Museu de Imigração do Estado de São Paulo, através da diretora Mariana Esteves Martins; Ellis Island Immigration Museum (Nova Iorque, EUA), através da diretora Diana Pardue; Museo de Inmigracion de Buenos Aires, através do pesquisador Marcelo Huernos (Universidad Nacional de Tres de Febrero); Canadian Museum of Immigration at Pier 21 (Halifax/Canadá), através dos pesquisadores Steven Schwinghamer e Rosana Barbosa (Saint Mary's University, Halifax, Nova Scotia). 

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